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A Cor do Som
- Origem
- Rio de Janeiro, RJ
- Outros nomes
- A Cor do Sol
- Anos em Atividade
- 1977–present
- Gêneros
- rock, MPB, instrumental, pop rock, fusion, choro, baião, frevo
- Instrumentos
- baixo, teclados, bateria, guitarra elétrica, bandolim, guitarra baiana, percussão
Biografia
Formada em meados da década de 1970, A Cor do Som surgiu do círculo musical em torno de Moraes Moreira após sua saída do icônico grupo Novos Baianos. Funcionando originalmente como uma subunidade dentro do coletivo maior onde os membros experimentavam misturar ritmos tradicionais brasileiros como samba, frevo e baião com rock e choro, o nome do grupo foi sugerido por Caetano Veloso. A formação fundadora contava com Dadi Carvalho (baixo), Mú Carvalho (teclados), Gustavo Schroeter (bateria) e Armandinho Macêdo (guitarra e bandolim), posteriormente acompanhados pelo percussionista Ary Dias.
A banda obteve aclamação significativa por sua proficiência técnica e estilo eclético, tornando-se o primeiro grupo brasileiro a se apresentar no Montreux Jazz Festival em 1978. Embora seu trabalho inicial fosse predominantemente instrumental e experimental, eles transicionaram para um som mais orientado ao pop no final da década de 1970 e início da década de 1980 a pedido de sua gravadora. Essa mudança resultou em enormes sucessos de rádio, como "Swingue Menina", "Abri a Porta" e "Beleza Pura", solidificando seu lugar no mainstream brasileiro. Ao longo dos anos, a formação sofreu mudanças, incluindo a inclusão do guitarrista Victor Biglione, mas o quinteto original reuniu-se frequentemente para projetos especiais.
Apesar de enfrentar desafios comerciais durante o boom do rock dos anos 1980 (BRock), A Cor do Som manteve uma presença respeitada no cenário musical brasileiro através de gravações e apresentações ao vivo de alta qualidade. No século XXI, eles continuaram a angariar elogios, ganhando um Prêmio Tim pelo seu álbum acústico em 2006 e um Grammy Latino em 2021 pelo instrumental Álbum Rosa. Seu legado é definido por sua habilidade em preencher a lacuna entre a fusão instrumental sofisticada e o pop brasileiro acessível, colaborando com figuras lendárias como Gilberto Gil e Djavan.
Discografia
- A Cor Do Som (1977)
- Ao Vivo - Montreux International Jazz Festival (1978)
- Dois Momentos (1978)
- Música! (1978)
- Frutificar (1979)
- Transe Total (1980)
- Mudança de Estação (1981)
- Magia Tropical (1982)
- As Quatro Fases Do Amor (1983)
- Intuição (1984)
- Que Flôr É Você (1984)
- O Som da Cor (1985)
- A Cor Do Som, Celso Fonseca – Promo N° 39 (1985)
- Gosto Do Prazer (1987)
- Ao Vivo no Circo (1996)
- Acústico (2005)
- 40 Anos (2018)
- Álbum Rosa (2022)