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Bezerra da Silva
- Origem
- Recife, PE
- Outros nomes
- José Bezerra da Silva
- Anos em Atividade
- 1950–2005
- Gêneros
- samba, partido alto, coco
- Instrumentos
- zabumba, voz, percussão, violão
Biografia
José Bezerra da Silva, nascido em Recife, Pernambuco, em 23 de fevereiro de 1927, foi uma figura fundamental na música brasileira, renomado por suas contribuições únicas ao samba, particularmente ao estilo partido alto. Ele começou sua jornada musical na infância, tocando zabumba e cantando coco em Recife. Aos 15 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde mais tarde se estabeleceria como um artista significativo. Sua carreira profissional na música começou em 1950, quando foi contratado pela Rádio Clube do Brasil como músico de estúdio. Ao longo da década de 1960, fez parte da Orquestra Copacabana Discos em São Paulo e, nas décadas de 1970 e 1980, apresentou-se com a Orquestra da TV Globo.
Bezerra da Silva lançou seus primeiros compactos em 1969 e gravou mais de 30 álbuns ao longo de sua carreira, alcançando inúmeros sucessos no Brasil. Sua música é caracterizada por seu comentário social agudo, frequentemente abordando temas como a violência de gangues, o tráfico de drogas, a corrupção política e as lutas das comunidades marginalizadas nas favelas do Rio de Janeiro. Isso fez dele uma voz para os sub-representados e lhe rendeu o título não oficial de porta-voz dos morros. Ele era conhecido por gravar canções de compositores menos conhecidos que frequentemente retratavam realidades duras com ironia, o que levou seu trabalho a ser às vezes rotulado como "sambandido" (samba + bandido), um termo que ele detestava. Uma de suas canções mais famosas, "Malandragem Dá Um Tempo", tornou-se um sucesso significativo e foi regravada por diversos artistas.
A influência de Bezerra da Silva estendeu-se para além do samba, com seu estilo lírico e consciência social sendo vistos como um precursor do gangsta rap. Ele faleceu em 17 de janeiro de 2005, aos 77 anos, deixando para trás um poderoso legado na música popular brasileira. Sua obra continua a inspirar muitos músicos contemporâneos e permanece uma parte significativa do patrimônio cultural do Brasil. Muitos artistas como Clara Nunes e Beth Carvalho também são figuras celebradas no samba brasileiro e são frequentemente associados à sua era e gênero musical.
Discografia
- O Rei do Côco (1973)
- O Rei do Côco, Vol. 2 (1976)
- Genaro (2) & Bezerra da Silva – Partido Alto Nota 10 (1977)
- Partido Alto Nota 10 Vol. 2 (1979)
- Partido Muito Alto, Bezerra da Silva Provando e Comprovando Sua Versatilidade (1980)
- Bezerra da Silva e Rey Jordão – Partido Alto Nota 10 Vol. 3 (1980)
- Samba Partido e Outras Comidas (1981)
- E um Punhado de Bambas (1982)
- Produto Do Morro (1983)
- É Esse Aí que É o Homem (1984)
- Malandro Rife (1985)
- Alô Malandragem, Maloca o Flagrante! (1986)
- Malandragem dá um tempo (1986)
- Justiça Social (1987)
- Violência Gera Violência (1988)
- Se Não Fosse o Samba... (1989)
- Eu Não Sou Santo (1990)
- Partideiro da Pesada (1991)
- Presidente Caô Caô (1992)
- Cocada Boa (1993)
- Contra O Verdadeiro Canalha! (1995)
- Moreira, Bezerra e Dicró – Os 3 Malandros In Concert (1995)
- Meu Samba é Duro na Queda (1996)
- Provando e Comprovando Sua Versatilidade (1998)
- Eu Tô de Pé (1998)
- As 20 Preferidas (1998)
- Bezerra da Silva Ao Vivo (1999)
- Malandro É Malandro e Mané É Mané (2000)
- RCA 100 Anos de Música (2001)
- A Gíria É Cultura do Povo (2002)
- Meu Bom Juiz (Ao Vivo 2) (2003)
- O Partido Alto do Samba (2004)
- O Samba Malandro de Bezerra da Silva (2005)
- A Voz do Morro (2008)