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Bide do Estácio
- Origem
- Niterói, RJ
- Também conhecido como
- Alcebíades Maia Barcelos
- Em atividade
- 1927–1975
- Gêneros
- samba
- Instrumentos
- cavaquinho, percussão
Biografia
Alcebíades Maia Barcelos, conhecido como Bide do Estácio, foi um dos pilares fundamentais na construção do samba moderno brasileiro. Nascido em Niterói, Rio de Janeiro, em 25 de julho de 1902, mudou-se ainda criança para o bairro do Estácio, no Rio de Janeiro, onde sua vida se entrelaçou com o universo do samba. Foi ali que, na década de 1920, frequentou as rodas de samba e, ao lado de nomes como Ismael Silva, Marçal, Brancura e Baiaco, ajudou a moldar um novo ritmo, mais adequado para o desfile e a dança de rua, distanciando-se do maxixe.
Bide não foi apenas um compositor prolífico, mas também um inovador. É creditado a ele a introdução do surdo e do tamborim nas baterias das escolas de samba, instrumentos que revolucionaram a sonoridade e a marcação rítmica do gênero. Sua parceria com Armando Marçal resultou em inúmeras composições de sucesso, como "Agora é Cinza", considerada por muitos uma das mais belas canções do samba. Essa dupla se tornou uma "grife" do samba, com dezenas de canções gravadas por grandes intérpretes da época, como Francisco Alves e Carmen Miranda.
Além de compositor e instrumentista, Bide foi um dos fundadores da "Deixa Falar", bloco carnavalesco que deu origem ao conceito de escola de samba. Sua contribuição para a consolidação do samba como expressão cultural brasileira é imensurável, sendo reconhecido como um dos grandes "inventores" do samba como o conhecemos hoje. Bide faleceu no Rio de Janeiro em 18 de março de 1975, deixando um legado musical que ecoa até os dias atuais.