Edyr Proença

Origem
Belém, PA
Em atividade
1942–1994
Gêneros
MPB, samba
Instrumentos
violão, pandeiro

Biografia

Edyr de Paiva Proença foi um multifacetado artista paraense, nascido em Belém em 19 de maio de 1920. Sua trajetória abrangeu diversas áreas, incluindo advocacia, jornalismo, radialismo, escrita e, notavelmente, a música. Filho do pioneiro do rádio Edgar Proença, fundador da Rádio Clube do Pará, Edyr herdou o talento para a comunicação e se destacou como locutor esportivo e redator em diversos veículos de comunicação da região. Sua paixão pela música o levou a compor diversas canções, muitas delas em parceria com sua esposa, Celeste Proença, e outros artistas como Ruy Barata e João de Jesus Paes Loureiro. Algumas de suas composições mais conhecidas incluem "Amor Perfeito", "Barca da Nostalgia" e "Bom Dia, Belém", esta última gravada por renomados intérpretes como Fafá de Belém e Leila Pinheiro.

Além de sua atuação no rádio e na música, Edyr Proença também exerceu a advocacia e trabalhou como bancário. Sua veia literária se manifestou em crônicas, especialmente sobre futebol, reunidas em publicações como "Coisas do Futebol". Nos anos 90, dirigiu o Museu da Imagem e do Som do Pará, demonstrando seu compromisso com a preservação da memória cultural. Sua obra musical foi reconhecida em 1975 com o lançamento do LP "Edyr Proença", parte da série "Música e Memória" da Universidade Federal do Pará, e em 1994 com um outro LP.

Edyr Proença faleceu em 1998, mas seu legado perdura. O artista é lembrado não apenas por suas contribuições artísticas e culturais, mas também por sua personalidade afetuosa e ética. O Hall localizado no 4º andar do Centur, da Fundação Tancredo Neves, leva seu nome, sendo um espaço que frequentemente recebe exposições de arte. Sua influência se estende a gerações de comunicadores e músicos, que o consideram um mestre e um grande exemplo profissional e humano.