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Ferreira Gullar
- Origem
- São Luís, MA
- Em atividade
- 1950–2016
- Gêneros
- poesia, literatura
Biografia
Ferreira Gullar, nome artístico de José Ribamar Ferreira, nasceu em São Luís, Maranhão, no dia 10 de setembro de 1930. Reconhecido como um dos maiores poetas da segunda metade do século XX no Brasil, iniciou sua trajetória literária no Maranhão ao lado de nomes como Bandeira Tribuzi, integrando o movimento pós-modernista da revista A Ilha. Mudando-se para o Rio de Janeiro, destacou-se no cenário cultural nacional ao publicar A Luta Corporal em 1954, obra fundamental de poesia experimental que explorava o design gráfico dos versos e o aproximou do concretismo.
Em 1959, rompeu com o concretismo ortodoxo e fundou, junto a artistas visuais como Hélio Oiticica e Lygia Clark, o movimento neoconcreto, redigindo o Manifesto Neo-Concreto e defendendo a subjetividade e a experiência viva na arte. Nas décadas seguintes, com sua adesão ao comunismo e a subsequente perseguição pela ditadura militar, Gullar direcionou sua poesia para temáticas sociais e políticas, produzindo versos de forte apelo lírico e popular, além de conceber no exílio a sua magnum opus, o Poema Sujo. Ao longo de sua carreira, dialogou intensamente com a produção intelectual do país, tendo sua obra literária e lírica associada a grandes nomes da cultura nacional, como João Cabral de Melo Neto.
De retorno ao Brasil a partir de 1977, continuou sua intensa atividade como ensaísta, articulista e poeta, sendo indicado ao Prêmio Nobel de Literatura em 2002 e eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2014 para a cadeira de número 37. Ferreira Gullar faleceu no Rio de Janeiro em 4 de dezembro de 2016, vítima de problemas respiratórios e pneumonia, deixando um legado imorredouro na poesia e na literatura brasileira.