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Gabriel Migliori
- Origem
- São Paulo, SP
- Outros nomes
- Guito Itiperê
- Anos em Atividade
- 1925–1975
- Gêneros
- música erudita, música popular, trilha sonora
- Instrumentos
- regência, piano
Biografia
Gabriel Migliori nasceu em São Paulo no dia 8 de novembro de 1906, destacando-se como arranjador, maestro e compositor de obras tanto eruditas quanto populares, nestas últimas assinando com o pseudônimo de Guito Itiperê. Filho de imigrantes italianos, recebeu incentivo em sua juventude de Mário de Andrade, então diretor do Departamento de Cultura de São Paulo, que o premiou pela composição "Impressões Brasileiras em Quatro Movimentos". Ao longo de sua trajetória, atuou ativamente no rádio, no teatro, no cinema e na televisão, tendo exercido a função de maestro principal da orquestra da Rádio Record e, posteriormente, da TV Record.
Sua incursão marcante no cinema teve início em 1952, a convite do cineasta Lima Barreto, para assinar a trilha sonora do documentário "Santuário", produzido pela Companhia Vera Cruz. Logo em seguida, consolidou projeção internacional ao compor a trilha de "O Cangaceiro", obra de Lima Barreto premiada no Festival de Cannes que inaugurou a vertente dos filmes sobre o cangaço no cinema nacional. Seu talento orquestral grandioso também esteve presente em filmes como "Candinho" e no clássico "O Pagador de Promessas", além de programas televisivos de grande repercussão na época.
Gabriel Migliori faleceu em sua cidade natal em 13 de janeiro de 1975, deixando um vasto legado na música cinematográfica e na radiodifusão brasileira. Trabalhou ao lado de importantes figuras da cultura nacional e sua obra dialoga com a de diversos arranjadores e compositores que moldaram a identidade musical do país, como Radamés Gnattali e outros expoentes da nossa música instrumental e erudita. Sua habilidade em manejar grandes orquestras garantiu um tratamento sinfônico sofisticado para produções marcantes da nossa cinematografia.