Grupo Ação Lésbica Feminista

Origem
São Paulo, SP
Também conhecido como
Galf
Em atividade
1981–1990
Gêneros
ativismo social

Biografia

O Grupo Ação Lésbica Feminista (GALF) foi uma organização pioneira no movimento de mulheres lésbicas no Brasil, atuando principalmente na década de 1980. Fundado oficialmente em outubro de 1981, em São Paulo, por ativistas como Míriam Martinho e Rosely Roth, o GALF emergiu da necessidade de um espaço autônomo para discussões e ações focadas nas questões lésbicas, após experiências em coletivos mais amplos como o Grupo SOMOS. O grupo se destacou pela produção de materiais informativos e pela organização de eventos que visavam a visibilidade e o fortalecimento da comunidade lésbica.

Entre as principais realizações do GALF, destaca-se a publicação do boletim "Chanacomchana", que abordava temas específicos do universo lésbico e feminino, e posteriormente o "Um Outro Olhar". O grupo também foi responsável por ações marcantes, como a manifestação em frente ao Ferro's Bar em 1983, um protesto contra a proibição da venda de seu boletim em um espaço frequentado por lésbicas. Essa ação se tornou um marco na luta contra a discriminação e pela visibilidade lésbica no país.

O GALF encerrou suas atividades formalmente em março de 1990, após quase uma década de atuação intensa. Sua trajetória é fundamental para a compreensão da história do movimento LGBTQIA+ no Brasil, especialmente no que tange à organização e reivindicações das mulheres lésbicas. A atuação do grupo contribuiu significativamente para a conscientização social e para a conquista de direitos, deixando um legado importante para as gerações futuras de ativistas e para a memória coletiva.