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Hilário Jovino Ferreira

Origem
Salvador, BA
Gêneros
samba, choro, música popular brasileira
Instrumentos
violão, percussão

Biografia

Hilário Jovino Ferreira, amplamente conhecido como Lalau de Ouro, nasceu na Bahia em 21 de outubro de 1855 e faleceu no Rio de Janeiro em 1º de março de 1933. Filho de escravos libertos, mudou-se para a capital fluminense em 1872, tornando-se uma figura central na disseminação do samba e na estruturação do carnaval carioca. Morador do Morro da Conceição, integrou inicialmente o rancho "Dois de Ouros" antes de fundar o "Rei de Ouros", considerado o primeiro rancho de carnaval organizado do Rio de Janeiro, introduzindo inovações como o enredo, instrumentos de corda e sopro, além do casal de mestre-sala e porta-bandeira.

Além de sua relevância na criação dos ranchos carnavalescos — tendo fundado diversas outras legendas como "Rosa Branca", "As Jardineiras" e "Ameno Resedá" —, Hilário circulava intensamente pela Pequena África e frequentava a célebre casa de Tia Ciata. Ali, esteve envolvido nas discussões históricas sobre a autoria coletiva do clássico samba "Pelo Telefone", atribuído oficialmente a Donga. Sua articulação cultural e seu espírito boêmio marcaram profundamente o início do século XX na cidade, fazendo dele um pioneiro homenageado e lembrado por sua contribuição inestimável à cultura popular brasileira.

Sua influência estendeu-se por laços familiares e artísticos, sendo tio do renomado sambista e compositor Heitor dos Prazeres. Hilário Jovino Ferreira faleceu logo após o término do carnaval de 1933, deixando um legado indelével que pavimentou o caminho para o surgimento das escolas de samba e para a consolidação das grandes festas populares do país.