Iberê Gomes Grosso
- Origem
- São Paulo, SP
- Em atividade
- 1924–1983
- Gêneros
- erudita, música clássica, música de câmara
- Instrumentos
- violoncelo, piano
Biografia
Iberê Gomes Grosso foi um preeminente violoncelista e pedagogo brasileiro, amplamente considerado o fundador da moderna escola brasileira de violoncelo. Nascido em uma distinta dinastia musical — que incluía seu tio-avô, o compositor de ópera de renome mundial Carlos Gomes — ele iniciou seus estudos com sua mãe antes de se mudar para o Rio de Janeiro para treinar com seu tio, Alfredo Gomes. Após graduar-se com honras no Instituto Nacional de Música, passou anos em Paris na École Normale de Musique, onde estudou sob a orientação do lendário Pablo Casals.\n\nAo longo de sua carreira, Iberê foi um defensor incansável da música clássica brasileira. Ele foi um amigo próximo e colaborador frequente de Heitor Villa-Lobos, estreando muitas das obras do compositor e tornando-se conhecido como um dos intérpretes de maior autoridade de sua música. Por mais de trinta anos, ele também manteve uma parceria prolífica com o compositor e pianista Radamés Gnattali, apresentando-se em trios e duos que uniam a técnica erudita à estética popular brasileira. Como primeiro violoncelista, foi membro fundador da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.\n\nComo professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Iberê formou gerações de músicos talentosos, incluindo violoncelistas de renome mundial como Aldo Parisot e Márcio Malard. Sua abordagem pedagógica focava no desenvolvimento da voz única e do espírito crítico de cada aluno, em vez de impor um estilo rígido. Seu legado continua por meio da Associação Brasileira de Violoncelo, da qual foi patrono e primeiro presidente, e através de uma vasta discografia que documenta a evolução da música de câmara brasileira no século XX.