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Ilê Aiyê
- Origem
- Salvador, BA
- Também conhecido como
- Ile Aye
- Em atividade
- 1974
- Gêneros
- samba afro, axé, samba-reggae, música afro-brasileira
- Instrumentos
- percussão, surdo, timbau, caixa, repique, martelo, dobra de uma, dobra de duas
Biografia
O Ilê Aiyê é considerado o primeiro bloco afro do Brasil, fundado em 1º de novembro de 1974 no bairro da Liberdade, em Salvador, Bahia. O grupo surgiu como um polo de protesto contra o racismo, com o objetivo de promover uma representação positiva do negro e enaltecer as raízes africanas da cultura brasileira. A expressão "Ilê Aiyê" vem da língua iorubá e significa "casa da vida" ou "terra", refletindo a forte ligação do bloco com a cultura afro-brasileira e o candomblé.
Desde sua criação, o Ilê Aiyê tem sido um importante veículo de expressão cultural e social, utilizando música, dança, ilustração e vestuário para combater o racismo e promover a autoestima da comunidade negra. O bloco é composto por percussionistas, cantores e dançarinos negros, e sua música combina ritmos brasileiros com tradições africanas, criando um estilo samba-afro que influenciou o surgimento de outros blocos afro e o gênero samba-reggae. Artistas como Gilberto Gil, Margareth Menezes e Carlinhos Brown já foram influenciados pelo trabalho do Ilê Aiyê.
Além de sua atuação no Carnaval de Salvador, o Ilê Aiyê desenvolve projetos de extensão pedagógica e ações de valorização da cultura negra. O bloco também é conhecido pelo evento "Noite da Beleza Negra", que celebra a beleza da mulher negra e elege a "Deusa do Ébano". Com mais de 40 anos de história, o Ilê Aiyê se consolidou como um patrimônio cultural da Bahia e um símbolo internacional na luta contra o racismo através da arte.