Ilú Obá de Min

Origem
São Paulo, SP
Em atividade
2004
Gêneros
música afro-brasileira, samba, maracatu, jongo, ciranda, ritmos de candomblé
Instrumentos
percussão, bateria, vocais, dança

Biografia

Ilú Obá de Min é um afro-bloco brasileiro fundado em novembro de 2004 em São Paulo pelas percussionistas Beth Beli, Girlei Miranda e Adriana Aragão. O nome do grupo, em uma interpretação poética do iorubá, traduz-se como "mãos femininas que tocam para o Rei Xangô", refletindo sua missão central de empoderar as mulheres por meio da música e ocupar os espaços públicos com a cultura afro-brasileira. Formado inicialmente para aumentar a participação feminina na percussão, o Ilú Obá de Min cresceu e se tornou um movimento cultural significativo, compreendendo aproximadamente 400 membros, incluindo um conjunto de percussão, grupo de dança e pernas de pau.

O afro-bloco é renomado por abrir anualmente as festividades de rua do Carnaval de São Paulo, apresentando desfiles vibrantes que celebram as tradições, a história e figuras negras femininas de destaque da cultura afro-brasileira. Homenageadas anteriores incluem Elza Soares, Marielle Franco, Lia de Itamaracá, Sueli Carneiro e Carolina Maria de Jesus. Além do Carnaval, o Ilú Obá de Min realiza atividades educativas, oficinas e apresentações ao longo do ano, visando à transformação social e ao fortalecimento das identidades e do patrimônio cultural das mulheres negras. A organização opera como um ecossistema afrocêntrico, valorizando os mais velhos e promovendo um senso de sororidade.

A influência do Ilú Obá de Min estende-se internacionalmente, com apresentações em países como Colômbia, Bolívia e Estados Unidos, e participação em eventos como o Festival d'Automne em Paris. O trabalho deles está profundamente enraizado na pesquisa e na preservação do patrimônio cultural africano e afro-brasileiro, utilizando a música, a dança e a poesia como veículos de resistência contra o racismo, o sexismo e a discriminação. O compromisso do grupo em amplificar as vozes e histórias das mulheres negras solidifica seu papel como uma força cultural e política vital no Brasil.