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Jongo da Serrinha
- Origem
- Rio de Janeiro, RJ
- Em atividade
- 1960s
- Gêneros
- jongo, samba, música afro-brasileira, música popular brasileira
- Instrumentos
- tambú, caxambu, candongueiro, violão, cavaquinho, bandolim, flauta, acordeom, percussão
Biografia
O Jongo da Serrinha é um grupo cultural afro-brasileiro com raízes profundas no Morro da Serrinha, em Madureira, Rio de Janeiro. Fundado na década de 1960 por Vovó Maria Joana Rezadeira e seu filho Mestre Darcy do Jongo, o grupo se dedica à preservação e difusão do jongo, um ritmo de origem bantu trazido ao Brasil por africanos escravizados. O Jongo da Serrinha não é apenas um grupo musical, mas um espaço de resistência cultural, fortalecendo a identidade negra e promovendo a coletividade e a solidariedade nas periferias urbanas. Sua atuação vai além da música, englobando educação, memória e desenvolvimento comunitário, combatendo o racismo estrutural.
A trajetória do Jongo da Serrinha é marcada pela dedicação de seus membros em manter viva essa tradição. Mestre Darcy do Jongo foi fundamental na introdução de novos instrumentos e na inclusão de crianças e jovens, ampliando a circulação do jongo para além das rodas tradicionais e culminando em seu reconhecimento como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo IPHAN em 2005. Após sua gestão, Tia Maria do Jongo assumiu a liderança, focando no trabalho social com crianças e em apresentações pelo Brasil. Atualmente, sob a liderança de Dely Monteiro, neta de Vovó Maria Joana, o grupo continua a honrar o legado de seus antecessores, promovendo o jongo como um patrimônio vivo.
O Jongo da Serrinha lançou o primeiro CD de jongo do país em 2002, intitulado "Jongo da Serrinha", dedicado a Mestre Darcy do Jongo e vencedor do Prêmio Rival BR de Melhor Disco de Patrimônio. Outros trabalhos notáveis incluem o CD "Vida ao Jongo" (2013), dedicado a Tia Maria do Jongo, e "Conversas de Quintal – 60 anos do Jongo da Serrinha" (2022). O grupo colaborou com diversos artistas renomados da MPB, como Clara Nunes, Zeca Pagodinho e Jorge Mautner, e já se apresentou em diversos países, levando a riqueza da cultura afro-brasileira para o mundo.