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Lana Bittencourt
- Origem
- Rio de Janeiro, RJ
- Outros nomes
- Irlan Figueiredo Passos
- Anos em Atividade
- 1950
- Gêneros
- MPB, bolero, samba-canção
- Instrumentos
- voz
Biografia
Lana Bittencourt, nascida Irlan Figueiredo Passos, foi uma proeminente cantora e atriz brasileira cuja carreira durou várias décadas. Incentivada por sua família, particularmente por seu pai, que era poeta e compositor, e por sua avó italiana, ela começou a estudar canto lírico desde cedo. Antes de se dedicar inteiramente à música, estudou filosofia e literatura, obtendo eventualmente reconhecimento inicial através de um jingle composto por seu pai, o que a levou a primeiras aparições no rádio e na televisão em Fortaleza e Recife. Ao retornar ao Rio de Janeiro, tornou-se uma proeminente cantora de boate no Copacabana Palace antes de garantir contratos com grandes emissoras de rádio como a Rádio Mayrink Veiga.
Ao longo da década de 1950, Bittencourt alcançou fama generalizada com sucessos como "Se todos fossem iguais a você", de Tom Jobim, e sua gravação de enorme sucesso de "Little Darlin'", em 1957. Contratada pela Columbia Records, ela ganhou o apelido de "A Internacional" devido à sua versatilidade em interpretar sucessos internacionais ao lado de padrões brasileiros, além de ser conhecida como a "Diva Passional" por suas interpretações vocais profundamente emocionais. Além de sua próspera carreira fonográfica, ela estrelou filmes clássicos brasileiros ao lado de Mazzaropi e apresentou seus próprios programas de rádio, mantendo uma presença querida no cenário artístico nacional.
Após fazer uma pausa no final da década de 1960 para criar seus filhos, ela voltou a se apresentar no final da década de 1970 e continuou compartilhando seus talentos musicais até seus últimos anos, incluindo transmissões de apresentações ao vivo durante a pandemia com seu marido, o violonista Mirabeaux. Lana Bittencourt faleceu em Petrópolis em 2023, deixando um rico legado como intérprete versátil tanto da música popular brasileira quanto de canções internacionais. Sua jornada artística entrelaçou-se com contemporâneos e lendas de sua era, consolidando seu lugar na história do rádio, do cinema e da canção do Brasil.
Discografia
- Lana Bittencourt (1956)
- Lana em MusicalScope (1958)
- Intimamente (1958)
- Lana Bittencourt com Astor Silva e Seus Metais Dançantes – Sambas do Rio (1961)
- Exaltação ao Samba (1962)
- O Sucesso É Lana Bittencourt (1963)
- Lana No 1800 ("Show" de Lana Bittencourt, Gravado Ao Vivo, no Famoso Restaurante "Rio 1800") (1965)
- Lana no 1800 (1965)
- Acústico (1979)
- Jubileu de Prata (1982)
- Karma Secular (1986)
- A Diva Passional (Ao Vivo) (2013)
- Exaltação à Bahia