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Leo Peracchi

Origem
São Paulo, SP
Gêneros
música popular brasileira, música erudita, samba, bolero
Instrumentos
piano

Biografia

Leo Peracchi nasceu em São Paulo no dia 30 de setembro de 1911 e destacou-se no cenário nacional como maestro, arranjador, pianista, professor e compositor. Reconhecido por figuras lendárias da cultura brasileira, recebeu elogios expressivos de Heitor Villa-Lobos, que o via como o maior regente do país, de Radamés Gnattali, que o chamava de gênio, e de Tom Jobim, que o tratava carinhosamente por Mestre. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1941, onde atuou intensamente e lecionou harmonia e orquestração na Academia Lorenzo Fernandez, além de ser apontado por analistas como um dos grandes renovadores da escola de arranjos no Brasil ao lado de nomes como Pixinguinha e Lyrio Panicali.

Sua carreira internacional incluiu passagens marcantes pelos Estados Unidos, onde exerceu a função de diretor musical da Orquestra Sinfônica de Altoona, na Pensilvânia, além de lecionar em instituições de ensino locais e na Universidade da Pensilvânia. Também emprestou seu talento para a Europa, trabalhando com a Orquestra Sinfônica de Belgrado, na antiga Iugoslávia. Casado com a cantora Lenita Bruno e posteriormente com Nina Campos, Peracchi construiu uma discografia rica e diversificada que abrangeu desde a música erudita de Carlos Gomes até álbuns marcantes de samba, boleros e homenagens a Tom Jobim.

O maestro faleceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1993, deixando um legado indelével para a música instrumental e orquestral brasileira. Seus arranjos sofisticados e sua precisão na regência influenciaram gerações de músicos, consolidando seu nome na história da nossa cultura. A grandiosidade de seu trabalho pode ser apreciada em projetos inesquecíveis como os discos gravados à frente de grandes formações instrumentais.