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Manuel Bandeira
- Origem
- Recife, PE
- Em atividade
- 1917–1968
- Gêneros
- poesia, mpb, spoken word
Biografia
Manuel Bandeira foi um renomado poeta, crítico literário e de arte, professor e tradutor brasileiro, reconhecido como uma das principais figuras da poesia brasileira e um componente-chave do movimento modernista no Brasil. Sua obra poética foi profundamente influenciada por suas lutas contra a tuberculose, focando no verso livre, na linguagem oral e no coloquialismo, enquanto abordava frequentemente temas de erotismo, pessimismo, liberdade e morte. Ao longo de sua carreira, ele transicionou de obras iniciais simbolistas e parnasianas para avanços modernistas, tendo notavelmente seu poema Os Sapos declamado na abertura da marcante Semana de Arte Moderna de 1922.
Sua influenciada coletânea de 1930, Libertinagem, tornou-se um marco divisor entre a primeira e a segunda gerações do modernismo brasileiro, apresentando poemas icônicos como Poética e Vou-me embora pra Pasárgada. ao longo das décadas, seu estilo evoluiu de rígidas convenções métricas para versos livres sofisticados, incorporando coloquialismos cotidianos e cultura popular enquanto mantinha uma profunda qualidade lírica. Ele manteve fortes associações literárias ao longo de sua vida, eventualmente assumindo uma cadeira na Academia Brasileira de Letras em 1940 e colaborando com inúmeras figuras proeminentes das letras brasileiras, incluindo Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles.
O legado duradouro de Bandeira perdura através de sua extensa produção poética, antologias e gravações de seus versos falados, cimentando seu lugar na história da cultura brasileira. Suas contribuições uniram a literatura acadêmica tradicional com o espírito de vanguarda do século XX, inspirando gerações de escritores e artistas subsequentes. Hoje, ele permanece celebrado como um pilar central da literatura modernista brasileira ao lado de contemporâneos como Mário de Andrade e João Cabral de Melo Neto.