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Mário de Andrade

Origem
São Paulo, SP
Em atividade
1917–1945
Gêneros
modernismo, mpb
Instrumentos
piano, voz

Biografia

Mário de Andrade foi uma figura imponente da cultura brasileira, deixando uma marca indelével como poeta, romancista, musicólogo e líder intelectual. Nascido em São Paulo, ele emergiu como um dos principais fundadores do modernismo no Brasil, liderando a histórica Semana de Arte Moderna em 1922 ao lado de pares como Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Menotti del Picchia. Sua revolucionária coletânea de poesias Pauliceia Desvairada redefiniu o verso moderno brasileiro ao introduzir o verso livre, a linguagem coloquial e os ritmos urbanos que se romperam com as influências europeias tradicionais. Além de sua poesia, seu monumental romance Macunaíma, de 1928, estabeleceu um novo idioma literário ao misturar folclore indígena, realismo mágico e um dialeto nacional composto.

Como estudioso e etnomusicólogo, Mário de Andrade viajou extensamente pelo interior do Brasil para documentar música folclórica, tradições e cultura popular. Seu trabalho de campo meticuloso lançou as bases para a etnomusicologia moderna brasileira e levou à criação de importantes instituições culturais, incluindo o Departamento de Cultura de São Paulo e o SPHAN. Por meio de seus escritos, ensaios e liderança, ele defendeu uma identidade artística nacional distinta, ao mesmo tempo em que se envolvia profundamente com as complexidades da diversidade cultural do Brasil. Figuras como Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade estavam entre seus confidentes literários íntimos e correspondentes, compartilhando das correntes intelectuais que moldaram as letras brasileiras de meados do século XX.

Mário de Andrade passou suas últimas décadas continuando seu trabalho pedagógico, organizando congressos culturais e escrevendo ensaios críticos sobre música e literatura. Seu legado perdura não apenas por meio de sua vasta produção escrita e de suas coleções pioneiras de folclore, mas também como um ícone cultural cujo rosto foi famously retratado em cédulas brasileiras. Ele faleceu em São Paulo em 1945, deixando para trás um patrimônio intelectual monumental que continua a influenciar a literatura, a musicologia e a identidade nacional do Brasil.