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O Bastardo

Origem
Mesquita, RJ
Também conhecido como
Bastardo
Gêneros
arte contemporânea, arte urbana, grafite, pintura, desenho, escultura, instalação

Biografia

Mateus Maia, conhecido artisticamente como O Bastardo, é um artista visual brasileiro contemporâneo nascido em Mesquita, Rio de Janeiro, em 1997. Sua trajetória artística começou na cena da arte urbana, particularmente com o grafite, antes de evoluir para uma prática multidisciplinar que abrange pintura, desenho, escultura e instalação. O trabalho de O Bastardo está profundamente enraizado em narrativas autobiográficas, explorando temas de poder, violência, masculinidade, heranças coloniais e controle social. Ele frequentemente emprega imagens cruas e confrontadoras, utilizando figuras simbólicas para criticar sistemas de dominação nas esferas política, religiosa e cultural. Sua linguagem artística é caracterizada por seu estilo visual agressivo, desafiando os espectadores a confrontarem o desconforto e a cumplicidade na sociedade contemporânea.

A produção artística de O Bastardo frequentemente dialoga com a representação de indivíduos negros, visando centralizar o protagonismo negro e dar visibilidade àqueles historicamente excluídos da história da arte. Séries como "Pretos de Griffe" e "Só Lazer" profundam-se em aspectos de consumismo, lazer e vaidade dentro das comunidades negras, oferecendo uma perspectiva sutil sobre identidade e pertencimento. Sua prática é ainda fundamentada pela história brasileira, cultura de rua e política global, criando obras que oscilam entre a sátira e a brutalidade. Ele estudou em instituições de prestígio como a EAV Parque Lage, no Rio de Janeiro, e a École des Beaux-Arts, em Paris, solidificando ainda mais sua base acadêmica.

Reconhecido por suas contribuições significativas ao mundo da arte, O Bastardo integrou a lista Forbes Under 30 em 2024. Suas obras estão presentes em coleções de destaque, incluindo MASP, Pinacoteca e MAR (Museu de Arte do Rio). Ele também colaborou com marcas internacionais como a Gucci e realizou exposições individuais em instituições como o Museu de Arte do Rio. Sua crítica artística conta com o apoio da antropóloga Lilia Schwarcz, que atua como sua mentora. A arte de O Bastardo é uma ferramenta poderosa para reescrever a história, criando passados e futuros alternativos e desafiando os espectadores a reconsiderar narrativas estabelecidas.