O Terço

Origem
Rio de Janeiro, RJ
Em atividade
1968–Present
Gêneros
progressive rock, rock rural, folk rock, mpb, psychedelic rock
Instrumentos
guitar, bass guitar, drums, keyboards, cello, flute, viola caipira

Biografia

O Terço é uma banda brasileira de rock progressivo fundamental, formada no Rio de Janeiro em 1968. Inicialmente estabelecido como um trio por Sérgio Hinds, Jorge Amiden e Vinícius Cantuária, o nome do grupo refletia sua estrutura original de três integrantes. Embora seus primeiros trabalhos no final dos anos 1960 misturassem rock and roll com influências folclóricas e clássicas, eles ganharam reconhecimento significativo através do circuito de festivais brasileiros, conquistando prêmios com canções como "Velhas Histórias" e "Tributo ao Sorriso". Durante esse período de formação, eles também colaboraram extensamente com outros ícones da época, notadamente acompanhando Marcos Valle no álbum seminal "Vento Sul".

A banda atingiu seu ápice criativo e comercial em meados da década de 1970, após uma guinada em direção a um som de rock progressivo mais complexo, fortemente influenciado pela cena inglesa, mas enraizado na sensibilidade brasileira. Essa formação da "era de ouro" contava com Hinds ao lado de Sérgio Magrão, Luiz Moreno e o virtuoso tecladista Flávio Venturini, que foi recomendado à banda por Milton Nascimento. Sua obra-prima de 1975, "Criaturas da Noite", contou com arranjos orchestrais do lendário Rogério Duprat e se tornou um marco do prog sul-americano, misturando perfeitamente sintetizadores pesados com influências de rock rural de colaboradores como Sá & Guarabyra.

Após uma dissolução temporária no final dos anos 1970 — que viu os integrantes Magrão e Venturini partirem para formar o altamente bem-sucedido grupo de pop-rock 14 Bis —, Sérgio Hinds tornou-se o principal porta-estandarte da banda. Ao longo das décadas de 1980 e 90, O Terço experimentou com várias formações e estilos, incluindo álbuns em inglês e projetos sinfônicos. A formação clássica dos anos 1970 acabou se reunindo no início dos anos 2000 para uma série de concertos de grande repercussão e gravações ao vivo, consolidando seu legado como pioneiros que uniram a experimentação psicodélica, o rock sinfônico e a música regional brasileira.