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Orquestra Afro-Brasileira

Origem
Rio de Janeiro, RJ
Em atividade
1942–1970
Gêneros
samba, afro-brazilian, jazz, world music, folk, batucada, candomblé chants
Instrumentos
percussion, agogô, atabaque, adejá, urucungo, angona puíta, rum, rumpi, lé, trumpets, trombones, saxophones, clarinets, piano

Biografia

A Orquestra Afro-Brasileira foi um conjunto musical inovador fundado no Rio de Janeiro, Brasil, em 1942 pelo maestro e compositor Abigail Moura. A missão da orquestra era celebrar e preservar a memória e a cultura dos negros brasileiros, um empreendimento pioneiro para a sua época. Moura misturou com genialidade instrumentos de sopro ocidentais, como trompetes, trombones e saxofones, com uma rica variedade de percussão africana e afro-brasileira, incluindo agogô, atabaque, adejá, entre outros. Essa fusão criou um som único e poderoso, que era ao mesmo tempo vanguardista e profundamente enraizado na tradição.

Ao longo de suas quase três décadas de existência, a Orquestra Afro-Brasileira apresentou cerca de cem performances e lançou dois álbuns significativos: "Obaluayê – Orquestra Afro-Brasileira", em 1957, e "Orquestra Afro-brasileira", em 1968. Essas gravações são hoje consideradas obras seminais da música brasileira, exibindo as composições de Moura que variavam de batuques e jongos a maracatus e cânticos de candomblé. As apresentações da orquestra eram frequentemente impregnadas de elementos rituais, refletindo a profunda conexão de Moura com as tradições religiosas afro-brasileiras. Apesar de sua importância artística, o alcance da orquestra foi limitado, atraindo principalmente um público intelectual e de elite negra.

A Orquestra Afro-Brasileira encerrou suas atividades em 1970 com a morte de seu fundador, Abigail Moura. No entanto, seu legado perdurou, influenciando gerações subsequentes de músicos brasileiros. Em 2003, o álbum de 1957 "Obaluayê" foi remasterizado e relançado em CD. Mais recentemente, em 2021, Carlos Negreiros, o único membro sobrevivente do conjunto original, reviveu a orquestra, lançando um novo álbum intitulado "80 Anos". Esse renascimento, juntamente com um álbum de remixes subsequente apresentando artistas contemporâneos, ressalta o impacto duradouro da Orquestra Afro-Brasileira no cenário musical brasileiro.