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Pagode da Tia Doca

Origem
Rio de Janeiro, RJ
Em atividade
1978–2009
Gêneros
samba, pagode
Instrumentos
voz, cavaquinho, pandeiro, tantã, repinique de anel

Biografia

O "Pagode da Tia Doca" não era um grupo musical no sentido tradicional, mas sim uma roda de samba lendária fundada por Jilçária Cruz Costa, conhecida como Tia Doca, em Madureira, Rio de Janeiro, em 1978. Esse encontro tornou-se um polo crucial para a cultura do samba, preservando o gênero e servindo como rampa de lançamento para inúmeros artistas. Tia Doca, integrante da Velha Guarda da escola de samba Portela e compositora, criou esse espaço em seu quintal, que rapidamente virou um ponto de encontro tanto para lendas consagradas do samba quanto para talentos emergentes.

Ao longo das décadas, o "Pagode da Tia Doca" acolheu uma comunidade vibrante de músicos e fãs, incluindo figuras icônicas como Clara Nunes, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Monarco e Dona Ivone Lara. Era um lugar onde novas gerações de artistas de samba, como Dudu Nobre e Teresa Cristina, também tinham a oportunidade de se apresentar e se conectar com a rica tradição do samba. Os encontros eram conhecidos por suas performances autênticas de samba e contribuíram significativamente para a preservação e evolução do gênero.

Tia Doca faleceu em 2009, mas seu legado continua através do "Pagode da Tia Doca", que agora é liderado por seu filho, Mestre Nem, e continua sendo um centro vital para o samba no Rio de Janeiro. Um CD intitulado "Pagode da Tia Doca" foi lançado em 2000, apresentando alguns dos artistas que passaram pelo evento ao longo dos anos. O impacto cultural da iniciativa de Tia Doca é inegável, consolidando seu lugar na história da música popular brasileira.