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Riellinho
- Origem
- São Paulo, SP
- Também conhecido como
- Osvaldo Rielli
- Em atividade
- 1935–1985
- Gêneros
- música sertaneja, choro, polca paraguaia, rancheira, valsa, guarânia, tango brejeiro, marcha-rancho, toada, moda gaúcha
- Instrumentos
- acordeão, piano, órgão, bandônio
Biografia
Osvaldo Rielli, conhecido artisticamente como Riellinho, foi um notável acordeonista, pianista, organista e compositor brasileiro, nascido em São Paulo em 18 de maio de 1917. Filho de José Rielli e irmão do maestro Emílio Rielli, desde cedo demonstrou aptidão musical, apresentando-se aos 12 anos como acordeonista, pianista e organista. Sua carreira profissional iniciou-se em 1935 na Rádio Educadora Paulista, onde integrou conjuntos regionais e a Orquestra Típica Del Plata, tocando bandônio. Ao longo de sua trajetória, Riellinho se destacou como um dos acordeonistas mais virtuosos de sua época, com um repertório que incluía valsas, rancheiras, polcas paraguaias e chorinhos.
Riellinho teve uma carreira prolífica em diversas emissoras de rádio, como a Rádio Bandeirantes, onde apresentou o programa sertanejo "Brasil Caboclo", e a Rádio Tupi. Ele também formou importantes grupos musicais, como o "Quarteto Sertanejo" nas Emissoras Associadas de São Paulo e o "Trio Sertanejo" com Serrinha e Mariano (posteriormente substituído por Caboclinho e depois Zé do Rancho). Sua habilidade no acordeão o levou a acompanhar duplas renomadas como Serrinha e Caboclinho, e Serrinha e Zé do Rancho. Em 1943, fez sua primeira gravação com composições próprias, como a valsa "Sol de Minha Terra" e a rancheira "Sanfona de Oito Baixos".
Além de sua carreira como instrumentista e acompanhador, Riellinho também foi compositor, com obras como a polca paraguaia "Araponga", que se tornou um de seus solos mais conhecidos e teve diversas regravações. Ele também teve parcerias com outros artistas, como Tonico e Tinoco na composição "Caminhos do Amor". Riellinho dirigiu a academia "Riellinho Studios de Acordeon" em São Paulo e, em 1985, retirou-se da vida artística. Sua música e legado continuam a ser lembrados no cenário da música regional brasileira.