Romeu Ghipsman
- Origem
- Desconhecida, Desconhecida
- Em atividade
- 1920s–1930s
- Gêneros
- choro, fox-trot
- Instrumentos
- violino
Biografia
Romeu Ghipsman foi um maestro, violinista, professor e compositor de origem russa que iniciou sua carreira artística no Brasil na segunda metade da década de 1920, no Rio de Janeiro. Sua trajetória musical no país o consolidou como uma figura importante no cenário musical brasileiro, especialmente nas décadas de 1920 e 1930.
Contratado pela gravadora Odeon, Ghipsman lançou seus primeiros discos em 1928, interpretando ao violino fox-trots e choros. Em 1929, seu fox-trot "Alegria" foi gravado pela Orquestra Pan American. No mesmo ano, ele gravou diversas peças para a Parlophon, incluindo composições de Mendelssohn, Agnelo França, Tchaikovsky, Lambert Ribeiro e Massenet. Sua colaboração com o pianista Mark Hermans resultou em gravações notáveis, como a canção "Malandrinha" e a peça "Na Bahia tem", para a qual Ghipsman também contribuiu com arranjos.
A partir de 1933, Romeu Ghipsman atuou como violinista na Orquestra Típica Victor, gravando diversas músicas, incluindo composições de Radamés Gnattali. Ele também se aventurou na sonorização de filmes, como "Onde a Terra Acaba" em 1933. Em 1936, Ghipsman assumiu a direção artística da Rádio Nacional, onde também tocou violino no Trio Carioca, ao lado de Radamés Gnattali e Iberê Gomes Grosso. Posteriormente, integrou o Quarteto de Cordas de Radamés Gnattali, estreando em 1939 com a peça "Quarteto nº 1". Sua obra inclui composições como "Alegria" e "Olhos Negros" (com letra de Paulo de Carvalho).