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Sexteto Radamés Gnattali
- Origem
- Rio de Janeiro, RJ
- Em atividade
- 1955
- Gêneros
- instrumental, choro, MPB
- Instrumentos
- piano, violão, guitarra elétrica, contrabaixo, bateria, acordeom, cavaquinho, percussão
Biografia
O Sexteto Radamés Gnattali foi um influente grupo instrumental brasileiro, com origem no Quarteto Continental, fundado em 1949 por Radamés Gnattali. Inicialmente com três integrantes, o grupo evoluiu para um quarteto e, posteriormente, para um quinteto em meados dos anos 1950, incorporando Aída Gnattali, irmã de Radamés, em um segundo piano, tornando-se um sexteto definitivo em 1960. A formação buscava inovar na música brasileira, substituindo a base instrumental do jazz por instrumentos mais ligados à música regional e ao choro, como dois violões, cavaquinho, contrabaixo, bateria e percussão. Essa abordagem revolucionária contribuiu significativamente para a evolução da orquestração e da sonoridade da música popular brasileira.
O sexteto realizou importantes turnês, incluindo uma na Europa em 1960, como parte da III Caravana Oficial da Música Popular Brasileira, com apresentações em Portugal, França, Alemanha, Itália e Inglaterra. O grupo foi reconhecido por seu talento e inovação, sendo escolhido pela Revista Radiolândia em 1959 como o melhor conjunto instrumental do ano, recebendo o troféu Microfone de Ouro. Ao longo de sua trajetória, o Sexteto Radamés Gnattali gravou obras de compositores renomados como Pixinguinha, Tom Jobim, Luiz Gonzaga e Ary Barroso, além de peças autorais de Radamés Gnattali, como "Meu amigo Tom Jobim" e "Divertimento para seis instrumentos".
A discografia do grupo inclui álbuns como "Radamés Gnattali Sexteto" (1975), que contou com a participação de uma orquestra de cordas em algumas faixas, e "3ª Caravana – Radamés na Europa com seu sexteto e Edu" (1960). A formação instrumental do sexteto era composta por Radamés Gnattali e Aída Gnattali nos pianos, Zé Menezes na guitarra, Chiquinho do Acordeon no acordeom, Pedro Vidal Ramos no contrabaixo e Luciano Perrone na bateria. O legado do Sexteto Radamés Gnattali reside na sua capacidade de fundir elementos eruditos e populares, criando arranjos sofisticados e inovadores que enriqueceram o panorama da música instrumental brasileira.