Som Imaginário
- Origem
- Rio de Janeiro, RJ
- Em atividade
- 1970
- Gêneros
- mpb, rock psicodélico, rock progressivo, jazz fusion, música instrumental
- Instrumentos
- piano, órgão, guitarra, baixo, bateria, percussão, saxofone, flauta
Biografia
O Som Imaginário é um dos grupos mais emblemáticos da música instrumental e do rock progressivo brasileiro, formado no Rio de Janeiro no início da década de 1970. Originalmente concebido para servir como banda de apoio ao cantor Milton Nascimento no espetáculo "Milton Nascimento, ah, e o Som Imaginário", o conjunto logo desenvolveu uma identidade própria e vanguardista, tornando-se peça fundamental na sonoridade que viria a definir o movimento Clube da Esquina. A formação original reuniu talentos excepcionais como Wagner Tiso, Zé Rodrix e Tavito, transitando com fluidez entre a MPB, a psicodelia e o jazz fusion.
Ao longo de sua trajetória inicial, que durou até meados de 1976, o grupo lançou álbuns seminais que exploravam desde canções experimentais até suítes instrumentais complexas. O disco "Matança do Porco" (1973) é frequentemente citado como uma obra-prima do rock progressivo nacional, destacando o virtuosismo de músicos como o guitarrista Fredera e o baterista Robertinho Silva. Além de sua produção autoral, a banda colaborou intensamente com grandes nomes da música brasileira, incluindo Gal Costa, Marcos Valle e Naná Vasconcelos, deixando uma marca indelével na produção fonográfica da época.
Após um hiato de quase quarenta anos, o Som Imaginário retomou as atividades em 2012 sob a liderança de Wagner Tiso e Luiz Alves. O retorno aos palcos trouxe novas colaborações, como a entrada do guitarrista Victor Biglione, e o resgate de material histórico, como o lançamento do álbum de arquivo "Banda da Capital" em 2023. A longevidade e a influência do grupo consolidam seu legado como uma das formações mais inventivas e tecnicamente refinadas da história da música brasileira.