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Tomás Santa Rosa
- Origem
- João Pessoa, PB
- Também conhecido como
- Santa Rosa, Santa
- Em atividade
- 1933–1956
- Gêneros
- artes gráficas, cenografia, ilustração, pintura, design editorial
Biografia
Tomás Santa Rosa Júnior (1909-1956), conhecido artisticamente como Tomás Santa Rosa ou simplesmente Santa, foi um multifacetado artista brasileiro, nascido em João Pessoa, Paraíba. Sua carreira abrangeu diversas áreas, incluindo pintura, ilustração, artes gráficas, cenografia, design, crítica de arte e docência. É amplamente reconhecido como um dos pioneiros e principais nomes da modernização das artes gráficas e do teatro no Brasil, sendo considerado o "pai do livro moderno" e o criador da cenografia moderna brasileira. Sua obra deixou um legado significativo na renovação gráfica de jornais e revistas, além de ter influenciado a identidade visual de inúmeras publicações literárias.
Após iniciar sua trajetória profissional em áreas administrativas e bancárias, Santa Rosa mudou-se para o Rio de Janeiro em 1932, onde colaborou com Cândido Portinari em murais. A partir de 1933, dedicou-se intensamente à ilustração de livros, criando capas e projetos gráficos para editoras renomadas como a José Olympio, trabalhando com autores como Jorge Amado, Graciliano Ramos, Mário de Andrade e Carlos Drummond de Andrade. No teatro, destacou-se pela cenografia inovadora de peças como "Vestido de Noiva" (1943), de Nelson Rodrigues, e "Orfeu", de Jean Cocteau, consolidando-se como o primeiro cenógrafo moderno do país.
Santa Rosa também foi um importante educador, ministrando aulas de desenho e artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ). Sua atuação se estendeu à fundação de grupos teatrais, como "Os Comediantes" e o Teatro Experimental do Negro (TEN), e à participação em importantes comissões culturais e artísticas. Sua vida foi marcada por uma intensa produção e uma visão integradora das artes, o que lhe rendeu o título de "artista enciclopédico". Tomás Santa Rosa faleceu repentinamente em Nova Délhi, Índia, em 1956, durante uma missão oficial, deixando uma obra vasta e influente na cultura brasileira.