Wilson Simonal
- Origem
- Rio de Janeiro, RJ
- Gêneros
- mpb, samba soul, pilantragem, bossa nova, jazz
- Instrumentos
- voz
Biografia
Wilson Simonal de Castro foi um dos maiores fenômenos de popularidade da música brasileira entre as décadas de 1960 e 1970. Nascido no Rio de Janeiro, iniciou sua trajetória como crooner em boates e rapidamente ascendeu ao estrelato com uma técnica vocal impecável e um domínio de palco que o permitia reger multidões. Foi o principal expoente da 'Pilantragem', movimento que fundia bossa nova, soul, jazz e samba de forma comunicativa e popular. Ao lado do Som Três, liderado por César Camargo Mariano, Simonal emplacou sucessos antológicos como 'País Tropical' (de Jorge Ben), 'Sá Marina' e 'Nem Vem Que não Tem', chegando a apresentar programas de destaque na TV Record e assinar contratos publicitários milionários.\n\nContudo, sua carreira sofreu um revés catastrófico em 1971, quando se envolveu em um episódio policial com seu ex-contador, Raphael Viviani. Acusado de utilizar agentes do DOPS para sequestrar e torturar o funcionário sob suspeita de desfalque, Simonal foi processado e rotulado pela opinião pública e pela classe artística como colaborador da ditadura militar. O documento em que se dizia informante do regime levou-o ao ostracismo quase total. Apesar de tentativas de retorno e de lançar discos elogiados por músicos como Ed Motta, ele passou as décadas seguintes como um pária na MPB, enfrentando o alcoolismo e lutando para provar que não fora um delator político.\n\nSimonal faleceu em 2000, vítima de cirrose hepática. Nos anos posteriores, sua obra passou por um intenso processo de reavaliação histórica e moral, culminando em documentários e biografias que buscam resgatar sua importância como o primeiro superstar negro do Brasil. Ele deixou um legado musical imenso, continuado por seus filhos Wilson Simoninha e Max de Castro, e permanece como uma das figuras mais complexas e talentosas da nossa cultura popular.