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Zé da Velha

Origem
Aracaju, SE
Também conhecido como
José Alberto Rodrigues Matos, Zé da Velha Guarda, Zé Vea, Zeze da Velha
Em atividade
1957–2025
Gêneros
choro, samba, gafieira, mpb
Instrumentos
trombone

Biografia

José Alberto Rodrigues Matos, amplamente conhecido como Zé da Velha, foi um trombonista brasileiro celebrado como um dos maiores solistas de choro do país. Nascido em Aracaju, Sergipe, em 4 de abril de 1942, sua jornada musical começou sob a influência de seu pai, um flautista e saxofonista amador. Aos 15 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro e começou a tocar trombone, inicialmente o de pistão e, mais tarde, o de vara.

A carreira de Zé da Velha decolou quando ele começou a tocar com o grupo "Velha Guarda" na adolescência, o que lhe rendeu o apelido de "Zé da Velha". Ele se tornou figura constante na cena do choro, conhecido por sua técnica impecável e execução expressiva. Seu talento chamou a atenção de Jacob do Bandolim, a quem passou a acompanhar em 1965. Ao longo de sua extensa carreira, Zé da Velha colaborou com uma variedade impressionante de lendas da música brasileira, incluindo Pixinguinha, Donga, João da Baiana, Waldir Azevedo, Copinha, Abel Ferreira, Paulo Moura, Beth Carvalho, Martinho da Vila, Luiz Melodia, Tim Maia e Elza Soares.

Além de seu trabalho solo e colaborações, Zé da Velha formou uma parceria duradoura com o trompetista Silvério Pontes, lançando vários álbuns juntos, como "Samba Instrumental" e "Ouro e Prata". A dupla se tornou uma força significativa na música instrumental brasileira, demonstrando sua profunda compreensão do choro e do samba. Zé da Velha faleceu em 26 de dezembro de 2025, deixando um rico legado como mestre trombonista e figura central da música popular brasileira.