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Zé da Velha e Silvério Pontes
- Origem
- Aracaju, SE
- Em atividade
- 1980
- Gêneros
- choro, gafieira, samba
- Instrumentos
- trombone, trompete
Biografia
A dupla Zé da Velha e Silvério Pontes é formada pelo trombonista Zé da Velha (José Alberto Rodrigues Matos, 4 de abril de 1942, Aracaju, SE) e pelo trompetista Silvério Pontes (Silvério Rocha Pontes, circa de 1970, Laje do Muriaé, RJ). Zé da Velha, cujo apelido surgiu por ter tocado com a Velha Guarda de Pixinguinha, Donga e João da Bahiana, iniciou sua carreira aos 17 anos e acompanhou grandes nomes como Jacob do Bandolim e Waldir Azevedo. Silvério Pontes, filho de trompetista, começou a tocar o instrumento aos oito anos e se destacou na cena do choro. A parceria entre os dois músicos, considerada "a menor big band do mundo" pela sonoridade que produzem, consolidou-se no início da década de 1980.
Ao longo de sua trajetória, Zé da Velha e Silvério Pontes lançaram diversos álbuns aclamados pela crítica, como "Só Gafieira" (1995), "Tudo Dança" (1998), "Ele e Eu" (2000) e "Ouro e Prata" (2015), este último celebrando os 50 anos de carreira de Zé da Velha e os 25 anos da dupla. Seus trabalhos exploram o universo do choro e da gafieira, com arranjos que impressionam pela riqueza e pela harmonia. A dupla também participou de importantes festivais e projetos musicais, como o "Festival Rio Choro" e o projeto "Instrumental Sesc Brasil", além de ter se apresentado em renomadas casas de show e teatros pelo Brasil.
A parceria musical entre Zé da Velha e Silvério Pontes transcendeu a relação profissional, tornando-se uma profunda amizade, descrita por Silvério como um "amor de pai para filho". A importância e o legado da dupla são evidenciados em livros e documentários que celebram seus 30 anos de carreira e sua contribuição para a música instrumental brasileira. Zé da Velha, que faleceu em 26 de dezembro de 2025, deixou uma marca indelével na história do choro e da música popular brasileira, sendo lembrado como um mestre e um símbolo da tradição da Velha Guarda.