Moraes Moreira
- Origem
- Ituaçu, BA
- Em atividade
- 1969–2020
- Gêneros
- mpb, rock, samba, frevo, choro, baião, tropicalismo
- Instrumentos
- violão, voz, sanfona
Biografia
Antônio Carlos Moraes Pires, mundialmente conhecido como Moraes Moreira, foi um dos pilares da renovação da música popular brasileira a partir dos anos 1970. Nascido em Ituaçu, no sertão baiano, iniciou sua jornada musical tocando sanfona de doze baixos e, mais tarde, violão, instrumento que o consagraria como um virtuoso rítmico. Sua trajetória ganhou relevância histórica ao formar em Salvador, ao lado de nomes como Luiz Galvão, Baby do Brasil e Pepeu Gomes, o grupo Novos Baianos, responsável pelo icônico álbum Acabou Chorare (1972). No coletivo, Moreira foi peça fundamental na fusão do rock psicodélico com o samba e o choro.\n\nA partir de 1975, Moraes seguiu uma prolífica carreira solo, tornando-se o primeiro cantor de trio elétrico ao se unir aos inventores do gênero, Dodô e Osmar. Sua contribuição para o Carnaval da Bahia foi revolucionária, introduzindo letras elaboradas e o "frevo trieletrizado", com sucessos como "Pombo Correio" e "Vassourinha Elétrica". Ao longo das décadas de 1980 e 1990, continuou expandindo seu vocabulário musical, flertando com a música erudita, o repente e o hip hop, sempre mantendo a essência nordestina e a alegria tropicalista em suas composições.\n\nAlém da música, Moraes Moreira foi um entusiasta da literatura de cordel, utilizando o formato para registrar a história de sua antiga banda no livro "A História dos Novos Baianos e Outros Versos". Reconhecido por figuras como Gilberto Gil e Caetano Veloso como um dos maiores compositores do país, ele deixou um legado de quase 30 álbuns solo e uma marca indelével na cultura brasileira, celebrando a miscigenação de ritmos que define a identidade nacional. Faleceu em 2020, deixando obras que continuam a ser referência para novas gerações de músicos.